RENATA SIMÕES SOARES (RENATA GRAZZINI)
Doutoranda em Corporeidades, memória e representações cênicas contemporâneas na ECA-USP (bolsa FAPESP) atualmente em Estágio de Pesquisa no Exterior, junto ao Laboratório THALIM (CNRS - Universidade Sorbonne Nouvelle - Paris 3). Mestra em Teatro pela ECA - USP (2021), possui graduação em Artes Cênicas pela mesma instituição (2008), com habilitação em Interpretação Teatral. Faz parte do Projeto Arquivos Sonoros de Teatro, coordenado pela Profa Dra Rafaella Uhiara, financiado pelo Programa Jovem Pesquisador (FAPESP) em parceria com o Centro de Documentação Teatral da USP. Foi bolsista do Programa Especial PAE para Pesquisadoras Mães 2024, junto ao departamento de Cinema e de Música da ECA. Foi bolsista PAE em 2018, no departamento de teatro da ECA - USP. Foi bolsista Facilitadora de Aprendizagem da UNIVESP, entre 2019 e 2021. É responsável pelo acervo online da obra do encenador Carlos Roberto Mantovani, publicado em 2021. Foi docente de Canto do Senac - Santana/SP em 2019. É mãe solo desde 2012.
Título e resumo do projeto associado/vinculado:
Organismo Sonoro-Teatral: o espetáculo do som na obra de Tunica Teixeira.
Esta pesquisa debruça-se sobre o acervo de Tunica Teixeira, prestigiada sonoplasta falecida em 2019, para, através de uma análise de seus procedimentos criativos, estudando a criação sonora teatral como um todo. Investigamos a gênese do som no teatro, seus mecanismos, e os impactos de sua existência dentro do evento cênico, a fim de abastecer as crescentes e necessárias pesquisas no campo da sonologia teatral e, assim, ajudar a construir bases para o estabelecimento de uma metodologia de estudo sonoro em espetáculos. Tendo registrado seus quase 50 anos de trabalho, em diversos tipos de suporte, Tunica Teixeira nos deixa fontes potencialmente representativas da criação sonora em São Paulo, desde a virada do século XX até as primeiras décadas do século XXI.
A metodologia empregada é a análise genética - primeiramente nos termos da Crítica de Processo, engendrada pela pesquisadora brasileira Cecília Almeida Salles (prioritariamente em Gesto Inacabado, 2007), e aprofundando através da Crítica Genética especificamente teatral, capitaneada pela francesa Marie-Madeleine Mervant-Roux (em Genèses Théâtrales, 2010). Sem nos furtar ao estudo dos aspectos pontuais do som (como a voz do ator ou a acústica das salas), entendemos a camada sonora cênica como um organismo completo, dinâmico e indivisível, para que as reflexões nos aproximem de uma compreensão global do som teatral e seus usos na contemporaneidade.